Porque é que nunca cedemos aos beijos do luar?
Porque é que temos as mãos tão cálidas de magoar
Tão longamente
Suar constantemente
Nas fornalhas adiante
Queimar, fervendo, uma paixão latente?
A Barba fere-se na minha consciência oca
Casa-de-banho, abandonada e mouca
Costurar pensamentos sentado na retrete
Rir-me na cara da Cotonette
Estupidez a bailar, de que eu me rira, consequente
das escolhas que teria a ganhar, rindo mais
Mais dor, mais calma, mais Eloquente
Na minha fantasia, sou um Senador
Pálido, embebido nas palavras de um amor quente
O que me leva aos lábios pra acusar
O Senhor lá nas alturas
De ao conceber me criar
Ter sido demais imprudente.
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